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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A CRIANÇA X BRINCAR


“O brinquedo faz parte da vida da criança. Ele simboliza a relação pensamento-ação e, sob este ponto, constitui provavelmente matriz de toda atividade lingüistica, ao tornar possível o uso da fala, pensamento e da imaginação” ALMEIDA (1994,p.26).

PIAGET com a finalidade de distinguir brinquedo de atividades não lúdicas, propõe os seguintes critérios para brincar: “Ter um fim em si; - Ser uma atividade espontânea; - Ser uma atividade de prazer; - Ter uma relativa falta de organização; - Ser caracterizada como um comportamento livre de conflito” (1986,p.132).



O brinquedo desempenha um importante papel no desenvolvimento das habilidades
verbais da criança; já que através dos brinquedos a criança tanto se comunica com o seu
companheiro de brincadeira, como tenta se comunicar com o seu próprio brinquedo,
desenvolvendo pequenos diálogos. Uma criança quando brinca de boneca por exemplo,
conversa com a mesma como se esta tivesse vida, procurando usar a linguagem que
naturalmente só usa quando está brincando, ou seja, a criança tenta conversar com a boneca de
forma correta, tentativa de não apenas copiar a linguagem do adulto, mas de criar também a
sua própria maneira de comunicar-se.
E sobre esta relação brinquedo e palavras, VYGOTSKY faz as seguintes considerações:

“No brinquedo, espontaneamente, a criança usa a sua
capacidade de separar significado de objetos sem
saber o que esta fazendo, da mesma forma que ela
não sabe estar falando em prosa e, no entanto, fala,
sem prestar atenção às palavras. Dessa forma, através
de brinquedo, a criança atinge uma definição
funcional de conceitos de objetos, e as palavras
passam a se tornar parte de algo concreto”
(1992,p.92).

Vale ressaltar que quando brinca a criança não está totalmente inconsciente, ou seja, não perde a noção do real; ela sabe que está apenas representando um objeto, situação ou fato, está consciente que a boneca em si não tem vida, por isso a própria criança fala com e pela boneca, ainda que esteja inconsciente de que está representando algo mais, que lhe escape por estar fora do campo de sua consciência no momento. Em síntese, o brinquedo proporciona o aprender – fazendo, o desenvolvimento da linguagem, o senso de companheirismo e a criatividade.

#CULTURA INFANTIL: 


Reconhece-se a importância e a necessidade de recuperação dos jogos e
brinquedos, considerados como alternativas eficazes para o fortalecimento dos processos
interativos e enriquecimento da cultura infantil. Assim é que, estudos de natureza etnográfica
procuram explicitar o brinquedo infantil dentro de cada cultura investigando o cotidiano da
criança. Na área da educação, teóricos assinalaram a importância do brinquedo infantil como
recurso para educar e desenvolver a criança, desde que respeitadas as características da
atividade lúdica.
Assim, o brinquedo representa uma parte indispensável no desenvolvimento infantil,
por manifestar o universo interior da criança, demonstrar as possibilidades de evolução no
aspecto emocional, afetivo, psicomotor, cognitivo e social. Por conseguinte, BRINCAR é a
maior e mais importante ocupação da criança e, de sobremaneira, esquecida pelo adulto. A
atividade lúdica, nesse sentido, confunde-se com a própria infância.
É possível através do brincar, perceber como a criança está se sentindo conhecer ainda
que superficialmente, seu caráter e personalidade.


“Brincando com bonecas que representam pessoas
de sua casa – papai, mamãe, etc. – as crianças
demonstram o que sentem em relação a cada uma
delas. Além disso, da razão a certos impulsos que
são forçados a recalcar na vida real: agressividade
para com os pais e para o irmãozinho, ou uma
grande afeição para uma pessoa da família”
BARROS (1991,p.118).

Várias são as informações que se pode obter de uma criança através da brincadeira.
Quando se observa uma criança brincando, pode-se perceber a forma espontânea com que se
expressa, cria idéias, inventa estórias e situações. Experimenta várias possibilidades de ação
dentro de uma realidade que, inclusive, podem ser transformadas conforme suas necessidades
e vontades.

“Todas as vezes que a realidade se torna aos olhos
da criança difícil de ser produzida ela a cria,
combinando- a de modo a compensar seus aspectos
menos assimiláveis” OLIVEIRA (1984,p.28).


“Brincando e jogando, a criança reproduz as suas
vivências, transformando o real de acordo com seus
desejos e interesses. Por isso pode-se dizer que,
através do brinquedo e do jogo, a criança expressa,
assimila e constrói a sua realidade” RIZZI e
HAYDT (1987,p.15).


“A brincadeira é uma linguagem infantil que
mantém um vínculo essencial com aquilo que é o
“não-brincar”. Se a brincadeira é uma ação que

ocorre no plano da imaginação isto implica que
aquele que brinca tenha o domínio da linguagem
simbólica. Isto quer dizer que é preciso haver
consciência da diferença existente entre a
brincadeira e a realidade imediata que lhe forneceu
conteúdo para realizar-se” PCN’s (1998,p.27).


Nesse sentido, para brincar é preciso apropriar-se de elementos da realidade imediata de
tal forma a atribuir-lhes novos significados. Essa peculiaridade da brincadeira ocorre por meio
da articulação entre a imaginação e a imitação da realidade. Toda brincadeira é uma imitação
transformada, no plano das emoções e das idéias, de uma realidade anteriormente vivenciada.
Isso significa que uma criança que, por exemplo, bate ritmicamente com os pés no chão
e imagina-se cavalgando um cavalo, está orientando sua ação pelo significado da situação e
por uma atitude mental e não somente pela percepção imediata dos objetos e situações.
O principal indicador da brincadeira, entre as crianças, é o papel que assumem enquanto
brincam. Ao adotar outros papéis na brincadeira, as crianças agem frente à realidade de
maneira não-literal, transferindo e substituindo suas ações cotidianas pelas ações e 

características do papel assumido, utilizando-se de objetos substitutos.
A brincadeira favorece a auto-estima das crianças, auxiliando-as a superar
progressivamente suas aquisições de forma criativa. Brincar, contribui assim, para a
interiorização de determinados modelos de adulto, no âmbito de grupos sociais diversos.
Essas significações atribuídas ao brincar transformam-no em um espaço singular de
constituição infantil.
A intervenção do educador é necessária para que, na instituição de educação infantil, as
crianças possam, em situações de interação social ou sozinhas, ampliar suas capacidades de
apropriação dos conceitos, dos códigos sociais e das diferentes linguagens, por meio da
expressão e comunicação de sentimentos e idéias, da experimentação, da reflexão, da
elaboração de perguntas e respostas, da construção de objetos e brinquedos. Para isso, o
educador deve conhecer e considerar as singularidades das crianças de diferentes idades, com
as quais trabalha respeitando suas diferenças e ampliando suas pautas de socialização.

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