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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

EDUCAÇÃO FÍSICA INCLUSIVA ou ADAPTADA - INCLUSÃO SOCIAL

RECURSOS

COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA


TECNOLOGIA ASSISTIVA




INCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA


EDUCAÇÃO FISICA ESCOLAR E INCLUSAO DE ALUNOS COM SD-SÍNDROME DE DOWN:


Educação Física Adaptada e Inclusão no Meio Escolar



Educação Física Adaptada: Esporte e Inclusão Social




  • O atendimento educacional especializado (AEE) é um serviço da educação especial que identifica, elabora, e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas" (SEESP/MEC, 2008).
  • O ensino oferecido no atendimento educacional especializado é necessariamente diferente do ensino escolar e não pode caracterizar-se como um espaço de reforço escolar ou complementação das atividades escolares. 
  • São exemplos práticos de atendimento educacional especializado: o ensino da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e do código BRAILLE, a introdução e formação do aluno na utilização de recursos de tecnologia assistiva, como a comunicação alternativa e os recursos de acessibilidade ao computador, a orientação e mobilidade, a preparação e disponibilização ao aluno de material pedagógico acessível, entre outros.

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EDUCAÇÃO INCLUSIVA E O PAPEL DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO CONTEXTO ESCOLAR

 Marcia da Silva Damazio 

Professora do Curso de Educação Física e Desporto da Universidade Federal do Acre. Mestre em Educação Física pela Universidade Gama Filho e doutoranda em Educação na Universidade Federal de Minas Gerais. 

 Alessandro Teodoro Bruzi

Professor do Curso de Educação Física e Desporto da Universidade Federal do Acre. Mestre em Educação Física pela Universidade Federal de Minas Gerais. 

 RESUMO: Neste artigo temos a intenção de discutir sobre a educação inclusiva e refletir sobre os diferentes fatores que interferem neste processo. A educação física no complexo espaço escolar precisa dar atenção às particularidades da disciplina: aspectos metodológicos, conteúdos, valores. Este artigo pretende discutir também sobre os seguintes aspectos relacionados à inclusão: a legislação, a influência da família, a questão da formação profissional. Há um longo caminho para que se concretize o ideal de uma educação física que considere os princípios de respeito às diferenças humanas e permita verdadeiramente a participação de todos os alunos nas aulas. Palavras-chave: Educação física, educação, educação inclusiva. 



 1 - INTRODUÇÃO 

A Educação Física vem historicamente atendendo a objetivos diversos, ora se constituindo numa prática tradicional e excludente, ora numa prática preocupada com a inclusão de todos nas atividades pedagógicas. Para atender a estes objetivos educacionais propostos pela sociedade, no sentido de oferecer “educação para todos”, a Educação Física tem realizado uma reflexão em torno da problemática da “educação inclusiva”, por meio de debates, produções científicas, propostas pedagógicas. Entretanto, há um caminho longo a ser percorrido para que o ideal de uma educação física inclusiva se concretize no interior de nossas escolas. A educação física como prática educativa, seja ela desenvolvida no âmbito da educação formal ou em outros espaços sociais, não pode estar isolada do movimento de luta por uma educação verdadeiramente democrática. Logo, faz-se necessário discutir as peculiaridades desta prática diante do desafio da educação inclusiva, bem como considerar os diferentes aspectos e fatores que interagem no âmbito educacional no sentido de limitar a implantação do trabalho pedagógico voltados para a inclusão de todos. Neste artigo propomos realizar uma reflexão diante da proposta de educação inclusiva e as peculiaridades do ensino da educação física frente a este desafio, que está a caminho de superar as dificuldades e ultrapassar as barreiras relativas à inclusão de pessoas com necessidades especiais nas escolas regulares. 

 2 - AS PROPOSTAS DE INCLUSÃO: ENTENDIMENTOS E ORDENAMENTOS LEGAIS 

 O conceito de inclusão na atualidade é utilizado freqüentemente, estando presente nos discursos, em temática de disciplinas e de cursos, na fala de legisladores, de governantes, de representantes de instituições e de intelectuais. Existem inúmeras propostas em torno da idéia de inclusão: social, digital, educacional, cultural, entre outras. O termo inclusão teve sua origem na palavra inglesa full inclusion e trata-se de um novo paradigma que prescreve a educação para todos os alunos em classes e escolas regulares e que todas as crianças devem estar incluídas na vida social e educacional da escola. (STAINBACK E STAINBACK, 1992). Mas onde está a origem da idéia de educação inclusiva na sociedade brasileira? Nos limites deste artigo não seria possível uma reflexão aprofundada em torno da idéia de inclusão, mas destacaremos neste tópico a idéia de inclusão educacional, especificamente dos portadores de necessidades especiais, presente nos ordenamentos legais e textos oficiais, já que estes apontam no seu bojo princípios e diretrizes para o campo educacional. No nosso entendimento, as “normas”, as leis, constituem um dos fatores que também interferem na concretização de uma educação democrática, “para todos” ou, como no discurso atual, “inclusiva”. A idéia de integração dos portadores de deficiência ganhou força em nosso país nas últimas décadas a partir da Constituição Federal de 1988, e tal fato abriu espaço para uma luta em prol da universalização do ensino, quando propõe no artigo 205, a educação como direito de todos e dever do Estado e da família e, adiante, no artigo 206, discorre sobre igualdade de acesso e permanência na escola. (BRASIL, 1988). No plano internacional a Conferência Mundial de Educação para Todos, realizada na Tailândia, Jomtiem, em 1990, aponta um ideal de uma educação voltada para a universalização e qualidade do ensino, e também traz implicações importantes para uma abordagem, hoje conhecida como educação inclusiva. Neste documento há um acordo para melhorar os níveis de educação nos países envolvidos na Conferência. Um documento de referência foi aprovado orientando os países para que elaborassem seus planos de ações específicas, atendendo suas peculiaridades. Educação Para Todos significaria atender toda a população, e de modo particular, foi dada uma atenção às pessoas com deficiências (DECLARAÇÃO MUNDIAL DE EDUCAÇÃO PARA TODOS, 1990). A educação de portadores de deficiências que era uma das preocupações neste momento histórico tem na “Declaração de Salamanca”, elaborada na Espanha, em 1994, um marco significativo, pois estava voltada especificamente para a problemática da educação especial. As determinações contidas neste documento, também influíram nas discussões e decisões no contexto brasileiro, no que tange a esta modalidade de ensino (DECLARAÇÃO DE SALAMANCA, UNESCO, 2004). Seguindo acordos internacionais, no ano de 1993, discute-se, no bojo das orientações para a educação brasileira, diante das inúmeras deficiências do sistema educacional, a demanda por práticas no âmbito da educação especial, visando atender “todos”, de forma igualitária, seguindo os princípios constitucionais. O Plano Nacional Decenal de Educação Para Todos foi finalizado em 1993, apresentando uma perspectiva de uma década para melhora o quadro educacional brasileiro. O Plano Nacional Decenal de Educação de Educação Para Todos aponta a necessidade de rever as práticas educativas como também as orientações legais para as pessoas com necessidades especiais. Este documento prevê que a universalização seja alcançada pela implantação de estratégias de ensino para atender necessidades específicas, assegurando a todos uma educação de qualidade. Aponta a urgência de se repensar a filosofia educacional, de modo a valorizar e respeitar as diferenças individuais (BRASIL, 1993). Outros documentos e artifícios legais foram publicados na década de 1990, trazendo contribuições para se avaliar e buscar mudanças na educação para todos, inclusive para aqueles com necessidades especiais: a Declaração Universal dos Direitos Humanos, Estatuto da Criança e do Adolescente e o Decreto n. 914 de 1993, que estabelece política de integração de portadores de necessidades especiais. Entretanto, no âmbito da educação brasileira, uma orientação legal de suma importância vem detalhar as orientações do texto da Constituição Federal de 1988: a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/96). A Educação Especial, ou seja, destinada às pessoas com necessidades especiais, assume o caráter de obrigatoriedade para o Estado, e deve ser oferecida na rede regular de ensino. Se antes, para esse grupo, a escolarização se processava em instituições especializadas ou em classes especiais, de modo que somente uma pequena parcela alcançava o ensino regular, a partir da LDB a situação se inverte e as crianças devem ser incluídas às escolas regulares, freqüentando as mesmas turmas que as demais crianças. Apenas em algumas exceções as crianças seriam orientadas a freqüentar escolas especiais. Quais as conseqüências desta normatização? Além de instituir a obrigatoriedade do educando com necessidades especiais na rede regular, também aponta a criação de serviços especializados para atender peculiaridades. Segundo Pires e Pires (1998), deve haver uma prescrição para os sistemas de ensino, com uma organização curricular específica, com utilização de recursos e estratégias metodológicas adequadas, como também apresentam a necessidade de profissionais qualificados para atender a esta demanda. Osório (1999) destaca que garantir o exercício pleno da cidadania implica melhorar a explicitação do paradigma da inclusão de todos e para todos e alerta que, além de orientações normativas, há necessidade de que os projetos pedagógicos estejam abertos às propostas inclusivas. O projeto pedagógico, para o autor acima, deve estar norteado por três princípios: igualdade de direitos, concepção de escola como espaço social de socialização e integração ao conhecimento acumulado, e a preparação cultural como meio para inserção social do indivíduo. Neste sentido, segundo Osório (1999), há necessidade de mudanças de valores e de atitudes, a partir do pressuposto de que todos são capazes de aprender e desenvolver suas potencialidades. A Resolução número 2, de fevereiro de 2001, intitulada Diretrizes Nacionais para Educação Especial na Educação Básica, prescreve que a escola de Educação Básica deve matricular todas as crianças e se organizar para atender as necessidades do educando, e substituir os serviços educacionais comuns, de modo a garantir a educação escolar e promover o desenvolvimento das potencialidades dos educandos em todas as etapas de Educação Básica. Ainda, o art. 12, que fala da questão da acessibilidade que deve ser assegurada aos educandos, delineando cuidados específicos como barreias arquitetônicas, fazendo referência à Lei 10.172/200. (BRASIL, RESOLUÇÃO CNE/CEB N. 2 de 11/2/2001) Os Parâmetros Curriculares Nacionais – Educação Física, apresentam orientações para o atendimento do princípio de inclusão, que estão direcionadas para garantir condições de participação, por meio de adaptações a serem realizadas pelo professor. O texto ressalta o valor do cultivo de atitudes de dignidade, de respeito próprio, de respeito às diferenças e de respeito às limitações da pessoa com deficiência. (BRASIL, SEF, 1998; PCN/SEF, 2000). Estes documentos apresentam orientações gerais, no sentido de chamar a atenção do professor para buscar alternativas de estratégias e favorecer o envolvimento das pessoas com deficiência, sem procedimentos e práticas seletivas e excludentes. O entendimento presente no discurso se orienta para a inclusão total, de forma que o educando não fique fora das diversas atividades pedagógicas. Mas trata-se de uma breve referência a esta problemática e não se aprofunda, no sentido de questionar os fatores e as limitações presentes no cotidiano escolar, que conduzem os professores à não efetivação da dita “inclusão”. Ainda, no próprio documento, há indicação de textos, livros, sites, orientando professores para que estes os utilizem como recursos para aprofundamento. Parece que estes textos, contendo diretrizes curriculares, estão preocupados em acompanhar o discurso oficial, entretanto faltam subsídios teóricos e metodológicos suficientes para despertar o professorado para o desafio da educação inclusiva. O documento introdutório dos Parâmetros Curriculares Nacionais não menciona em momento algum a problemática da educação especial, nem mesmo ressalta o emblema da Inclusão no texto (BRASIL, SEF, 1998). Ficaria esta reflexão para um outro documento, separado, a ser discutido de forma isolada? Observa-se, assim, o descompasso entre a educação normal e a educação especial, indicando esta como um sistema paralelo, não integrado ao sistema de ensino. Entretanto, a legislação por si não garante o processo de mudanças. O descompasso entre os discursos oficiais, os textos legais e as diretrizes construídas, e a realidade, o cotidiano, deve ser superado. Mas superado por quem? A partir da atuação de que segmentos da sociedade brasileira? Os órgãos governamentais, os professores, as famílias, os administradores das unidades escolares? Há necessidade de uma reflexão, ainda, no que diz respeito a conceitos, que atualmente causam confusão entre os educadores, principalmente entre aqueles que vivenciam o cotidiano escolar, sem possibilidade de atualização diante desta temática. Inicialmente, nos textos legais e naqueles que discorrem sobre diretrizes curriculares, trabalhava-se com a idéia de integração. Atualmente o discurso está voltado para uma tendência de seguir o novo paradigma, ou seja, a Educação Inclusiva, como já se identifica nos textos legais a partir da segunda metade da década de 1990. A este respeito Glat (1998) comenta que em 1996, o conceito de integração foi considerado por alguns como ultrapassado e seguindo um movimento internacional, a denominação presente nos discursos passa a ser o de inclusão total, e neste sentido, fala de uma escola inclusiva. Esta proposta requer um planejamento individualizado para cada aluno, que recebe dentro de sua própria classe, os recursos educacionais necessários para seu desenvolvimento. Concordando com Glat, não podemos ficar “alienados” diante desta proposta, pois, para que a mesma saia verdadeiramente do papel e do imaginário, faz-se necessário criar condições muito especiais de recursos humanos, pedagógicos e até mesmo físicos, de que não dispomos por este Brasil afora, nem nos grandes centros (GLAT,1998). 

 3 - O PAPEL DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE INCLUSÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS 

O processo de inclusão social, ou seja, o reconhecimento por parte da sociedade da existência de pessoas com necessidades especiais em seu contexto e o exercício da cidadania por parte destas pessoas, ocorre a partir da interferência de inúmeros fatores (RODRIGUES, S/D). Dentre os fatores que interferem neste , a família é um dos mais importantes, visto que a mesma é um instrumento primário de relacionamentos e interações entre os seus integrantes (SHAFFER, 2005). Dessa forma, o relacionamento entre pais e filhos, principalmente filhos com necessidades especiais, deve acontecer para que o deficiente, como as pessoas comuns, adquira crenças, valores e comportamentos produzidos e considerados apropriados pela sociedade, ou seja, adquira o patrimônio cultural na qual ele está inserido. Na verdade, é possível dizer que a família exerce efeitos diretos e, por isso é ponto de partida para que a pessoa com necessidades especiais seja incluída na sociedade e, como os demais membros, exerça sua cidadania (RODRIGUES, S/D). Sato, Cardoso e Tolocka (2002) sugerem que a família deve ter atitudes positivas em relação ao processo de inclusão de seus filhos, porém não só encaminhando e exigindo locais adequados para atendimento dos mesmos, mas também interagindo com as autoridades educacionais e com os professores dos locais de atendimento. Essa proposital interação deve ocorrer a fim de que a família interfira também no processo educacional de seus filhos, propondo atividades educativas em casa e participando da equipe escolar para planejar o processo educacional da instituição, compartilhando e somando experiências com os professores e autoridades educacionais (BRASIL/SEF, 2002; SATO; CARDOSO; TOLOCKA, 2002). 

 4 - A EDUCAÇÃO FÍSICA E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA 

A prática de atividades motoras no contexto escolar, mais precisamente o componente curricular Educação Física, próprio aos profissionais da área, vem buscando formalizar ao longo dos anos a identidade de seus conteúdos, bem como a identidade dos objetivos gerais a serem alcançados neste contexto (BRACHT, 1999). Com o passar dos anos, tem-se concretizado a idéia de que os jogos, esportes, lutas, danças e ginásticas sejam os próprios conteúdos da educação física. Dentro desses conteúdos existe um universo enorme de possibilidades de trabalho que devem ser definidos de acordo com as necessidades, desejos e potencialidades dos alunos (PEDRINELLI; VERENGUER, 2005). Paralelo a este processo de busca de identidade, não menos importante, tem acontecido a inclusão de alunos com necessidades especiais em escolas regulares, por meio de amparo legal e com a responsabilidade social de não negligenciar a educação para essas pessoas de maneira adaptada. O planejamento do programa de educação física nas escolas inclusivas, adequado ao projeto político-pedagógico, deve ocorrer respeitando os princípios do desenvolvimento humano (SHAFFER, 2005) e as características próprias das pessoas com deficiência (GIMENEZ, 2005). Carmo (2001) observou que professores de educação física de escolas inclusivas preferiam fazer arranjos, adaptações e improvisos nos conhecimentos existentes do que pesquisarem novos conhecimentos, atividades motoras e principalmente formas específicas de abordagem dos alunos com deficiência. De fato, é necessário que o professor realize adaptações nos recursos físicos, materiais e nele próprio, amparadas em conhecimentos científicos, a fim de possuir as condições necessárias para trabalhar neste contexto. Mas afinal, os cursos de Licenciatura em Educação Física têm preparado profissionais para atuarem em contexto escolar inclusivo? Sato, Cardoso e Tolocka (2002) afirmam que a formação de professores de Educação Física é muito importante para o processo de inclusão de pessoas com necessidades especiais, porém há a necessidade da reformulação ou adaptação curricular para uma melhor formação. Cruz e Ferreira (2005) ainda acrescentam que esta formação deve preparar os professores para atender as necessidades específicas de alunos deficientes, em contextos complexos e dinâmicos, como por exemplo, uma quadra no horário de educação física. Numa perspectiva complementar, Mauerberg-de Castro (2002) sugere que as pesquisas em Educação Física Adaptada devem ter objetivos mais aplicados, a fim de promover mais investigações sobre o campo de atuação profissional. Em esclarecimento à questão anterior, pode-se citar o estudo realizado por Cruz e Ferreira (2005). Os autores objetivaram acompanhar professores de educação física da rede pública de ensino básico de Londrina – PR, que lidam em suas aulas com a proposta de inclusão de alunos com necessidades especiais. Além disso, estes pesquisadores acompanharam professores num programa de formação continuada, no intuito de saber o quanto o mesmo pode contribuir para o “enfrentamento” desta situação. Os resultados do estudo indicam que ainda existem dicotomias a serem superadas, como por exemplo, a dicotomia teoria/prática. De acordo com os dados, os professores desta rede de ensino, ainda preferem fazer arranjos e improvisos no conhecimento prático, do que buscarem orientações academicamente. Os pesquisadores ainda sugerem que, devido à situação atual, programas de formação continuada devem ser implantados e implementados para o aprimoramento dos professores que trabalham neste contexto. A bem da verdade é necessário ressaltar que a Educação Física, como área academicamente orientada (TANI, 1992) vem produzindo conhecimento básico e aplicado continuamente e disponibilizando-os nos mais diversos periódicos da área e de áreas afins (BARROS; PIRES NETO; BARROS NETO, 2000; BATTILANI; SOLOGUREN; GASTALDI, 2004; GIMENEZ; MANOEL; OLIVEIRA; BASSO, 2004; GORLA; ARAÚJO; CARMINATO, 2004). Um exemplo de pesquisa aplicada a ser demonstrada, é o estudo de Campos (2003) que teve como objetivo verificar os efeitos de um programa de atividades motoras em um trampolim acrobático, sobre o desenvolvimento do equilíbrio estático em crianças de 7-8 anos e de 10-13 anos, deficientes auditivos neuro-sensoriais. Os resultados demonstram que o programa de atividades motoras no trampolim acrobático provocou alterações consideráveis no controle do equilíbrio estático, principalmente, no grupo de crianças de 7-8 anos. Dessa forma, cabe aos pesquisadores da área investigar estratégias metodológicas alternativas, bem como os professores que vivenciam o cotidiano escolar, observar e avaliar atentamente a sua intervenção e, apontar as necessidades de novas formas de abordagem no espaço escolar. 

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA

Educação Física Adaptada: Esporte e Inclusão Social

  • Podemos analisar que no decorrer dos anos, as escolas do ensino fundamental e médio passaram por transformações tanto no nível do quadro docente, quanto à forma de trabalhar,
  • em virtude destas mudanças muitas escolas passaram por reformas estruturais bem como os objetivos a serem alcançadas.
  • Sabe-se que o professor de educação física e sua qualificação ao trabalho com crianças portadoras de deficiência, , onde a metodologia adotada, vem a realizar-se nas escolas particulares, estaduais e municipais.
  • Sabe-se que a função do esporte na inclusão social de deficientes físicos é muito importante e positiva para os mesmos.

Educação Física Adaptada e Inclusão no Meio Escolar

  • No atual sistema educacional nos deparamos com uma proposta de ensino/aprendizagem, priorizando a diversidade e a inclusão. 
  • Nos dias de hoje é comum encontrar pessoas com necessidades especiais nas escolas regulares. 
  • Este novo sistema educacional requer conhecimentos, e idéias novas que tenham o objetivo maior de incluir todos, independente de qualquer de condição física. 
  • Segundo James (2010, p. 20):
  • já afirmava que a educação é a organização dos recursos biológicos do indivíduo, de todas as capacidades de comportamento que fazem adaptável ao meio físico e mental. 
  • Se indivíduos são seres adaptáveis, as formas de integração de qualquer meio e situação, com certeza podem ser adaptadas. 
  • Sendo assim defende-se que a Educação Física é uma ferramenta educacional de interação e cooperação, deve ser trabalhado a fim de atender a todos os alunos; desenvolvendo atividades físicas, recreativas e psicomotoras que desenvolvam as habilidades, que socializem as potencialidades individuais. 
  • Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’S, 1997) o ensino da Educação Física deve respeitar o que a criança traz em si mesma, uma educação que priorize poderes sobre ela, desafiando-a a que lhe dê autodomínio, autoconfiança e autonomia.

EDUCAÇÃO FISICA ESCOLAR E INCLUSAO DE ALUNOS COM SD-SÍNDROME DE DOWN

  • A Síndrome de Down (SD) é um distúrbio genético causado pela presença de um cromossomo 21 extra. 
  • Geralmente está associada à alguma dificuldade de habilidade cognitiva (abaixo da média) e desenvolvimento físico, tendo uma tendência maior à problemas cardíacos, respiratórios, hipotonia e a instabilidade atlanto-axial:
  • * Atlanto-axial, que significa um movimento maior do que o usual entre a primeira e a segunda vértebra do pescoço. Estima-se que 15% das crianças com síndrome de Down apresentem essa condição. A instabilidade atlanto-axial, é uma preocupação por causa do risco presumido de danos na espinha dorsal, caso uma das vértebras pressione a mesma.
  • A instabilidade atlanto-axial, sem a pressão sobre a coluna não apresenta sintomas. A instabilidade atlanto-axial, com pressão pode apresentar os seguintes sintomas: fadiga, dificuldades para andar, modo de andar anormal, dores no pescoço, mobilidade do pescoço limitada, inclinação da cabeça, falta de coordenação, espasmos musculares e reflexos exagerados. As crianças com síndrome de Down que apresentarem esses sintomas precisam ser avaliadas imediatamente, tendo sido ou não diagnosticadas com instabilidade atlanto-axial.
  • A natação é considerada um dos esportes mais completos e proporciona uma estimulação motora aquática fundamental ao progresso de crianças e adolescentes com Síndrome de Down. Durante a aula ou a execução dos exercícios a água serve como um grande aliado ao estímulo tátil.
  • A interação das pessoas com SD na natação influencia o aluno na relação de segurança junto ao professor, melhora da confiança no meio líquido e aproxima a comunicação com outros alunos. 
  • O objetivo da atividade será proporcionar o fortalecimento da musculatura; melhorar o condicionamento cardiorrespiratório,equilíbrio, postura e coordenação; proporcionar relaxamento das estruturas de sustentação (coluna vertebral) e favorecer a interação do aluno Síndrome de Down com o professor e os demais alunos; 
  • Considerem  a importância da inclusão social de um aluno Síndrome de Down num ambiente aquático. com duração, em média, de 40 minutos que avaliam o comportamento e o desenvolvimento de um SD.

INCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA

  • Os profissionais de Educação devem de realizar um trabalho pedagógico para promover a inclusão e a permanência desses  alunos no ambiente escolar. Mas afinal, como promover a inclusão de um aluno com deficiência física em sala de aula ou numa aula de Educação Física?
  • A escola precisa buscar alternativas para que ele tenha acesso a uma educação inclusiva de qualidade.
  • Promover a acessibilidade atitudinal e instrumental de modo a garantir a inclusão e a permanência do aluno em sala de aula.
- Permitir que o aluno desempenhe suastarefas escolares de forma mais autônoma possível. 
- Desenvolver a aprendizagem no aluno.

  • Atividades
A reação assustada da turma perante a entrada de Lucas na sala de aula demonstra que ascrianças nunca tiveram contato com outras pessoas com deficiências, por esse motivo, a educadora precisa conversar com a turma, com o intuito de conscientizar e superar preconceitos, para que eles passema ver e a tratar o colega com deficiência sem discriminação. A professora fará a leitura do livro infantil “Júlia e seus amigos”. Esse livro foi escrito por uma pessoa com deficiência que sempreestudou em escolas regulares e retrata a valorização à diversidade e respeito às diferenças, contribuindo para educação inclusiva e para o rompimento de barreiras atitudinais. 
  • Estratégias
É necessário que o professor desenvolva estratégias de ensino capazes de promover uma participação efetiva do aluno com deficiência nas atividades escolares, fazendo uso de Tecnologia Assistiva (TA)

CONCEITOS BÁSICOS




http://www.educabrasil.com.br/eb/dic/dicionario.asp?id=248
http://www.efdeportes.com/efd131/educacao-fisica-escolar-e-inclusao-educacional.htm

Deficiência - toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicologica, fisiologica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado "normal" para o ser humano (art. 3º do Decreto 3.298, de 20 de dezembro de 1999, que regulamenta a Lei 7.853, de 24 de outubro de 1989, e dispõe sobre a Politica Nacional para a integração da Pessoa Portadora de Deficiência).


Pessoa com Deficiência - pessoa que está "abaixo" dos padrões estabelecidos pela sociedade como "normalidade", por motivos físicos, sensoriais, orgânicos ou mentais, e em consequência dos quais se vê impedida de viver plenamente.

A ICIDH (Classificação Internacional de Deficiências, Incapacidades e Desvantagens) propõe uma classificação da conceituação de deficiência que pode ser aplicada a vários aspectos da saúde e da doença, sendo um referencial unificado para a área. Estabelece, com objetividade, abrangência e hierarquia de intensidades, uma escala de deficiências com níveis de dependência, limitação e seus respectivos códigos, propondo que sejam utilizados com a CID pelos serviços de medicina, reabilitação e segurança Social.
Por essa classificação são conceituadas:

Deficiência: perda ou anormalidade de estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica, temporária ou permanente. Incluem-se nessas a ocorrencia de uma anomalia, defeito ou perda de um membro, orgão, tecido ou qualquer outra estrutura do corpo, inclusive das funções mentais. Representa a exteriorização de um estado patologico, refletindo um disturbio organoco, uma pertubação no orgão.

Incapacidade: restrição, resultante de uma deficiência da habilidade para desempenhar uma atividade considerada normal para o ser humano. Surge como consequencia direta ou é resposta do individuo a uma deficiência psicológica, física, sensorial ou outra. Representa a objetivação da deficiência e reflete os disturbios da própria pessoa, nas atividades e comportamentos essenciais à vida diária.


Desvantagem: prejuízo para o individuo, resultante de uma deficiência ou uma incapacidade, que limita ou impede o desempenho de papéis de acordo com a idade, sexo, fatores sociais e culturais.

Educação Física Adaptada - Programa individualizado de atividade física motora, que desenvolva os padrões fundamentais e as habilidades esportivas, como: danças, jogos e esportes, desenhados para ir de encontro às necessidades especiais de cada individuo na educação física.


Esporte Adaptado - Esporte modificado ou criado para ir de encontro às necessidades especiais de indivíduos com deficiências.


*A pratica Favorece:
  •  Melhoria e desenvolvimento de auto-estima, autovalorização e auto-imagem;
  • o estimulo à independencia e autonomia;
  • a sociabilização com grupos;
  • a experiência com suas possibilidades, potencialidades e limitações;
  • a vivencia de situações de sucesso e superação de situações de frustação;
  • a melhoria das condições organo-funcionais;
  • melhoria na força e resistência muscular global;
  • ganho de velocidade;
  • aprimoramento da coordenação motora global e ritmo;
  • melhora no equilibrio dinâmico;
  • a possibilidade de acesso a pratica do esporte como lazer, reabilitação e competição;
  • prevenção de deficiências secundárias;
  • promover e encorajar o movimento;
  • motivação para atividades futuras;
  • manutenção e promoção da saúde e condições físicas;
  • desenvolvimentos de habilidades motoras e funcionais para melhor ralização das atividades diarias;
  • desenvolvimento da capacidade de resolução de problemas.
CLASSIFICAÇÃO DE DEFICIÊNCIA 

- Temporária
- Definitiva
- Congênita
- Adquirida
- Progressiva
- Não Progressiva

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