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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O MÚSCULO E A CONTRAÇÃO MUSCULAR

tecido muscular



Existem três grandes grupos de tecidos musculares:

-O tecido muscular Liso,
apresenta uma contração lenta e involuntária, ou seja, não depende da vontade do indivíduo. Forma ou  integra as paredes de alguns órgãos como: dos órgãos internos, como a bexiga, estômago, intestino e vasos sanguíneos.

-O tecido muscular cardíaco, que tem propriedades de contracção próprias, capacidades metabólicas excepcionais e que é controlado pelo sistema vegetativo involuntário);

-O tecido muscular estriado, que compõe os músculos esqueléticos e que nos possibilita o movimento, controlado pela nossa vontade, a partir de impulsos nervosos voluntários (e também pelo sistema endócrino, em pequena escala).
As células do tecido nervoso são denominadas neurônios, que são capazes de receber estímulos e conduzir a informação para outras células através do impulso nervoso.

Os neurônios têm forma estrelada e são células especializadas. Além deles, o tecido nervoso também apresenta outros tipos de células, como as células da glia, cuja função é nutrir, sustentar e proteger os neurônios. O tecido é encontrado nos órgãos do sistema nervoso como o cérebro e a medula espinhal.




Tipos de tecidos musculares. 
Os pontos roxos são os núcleos das células musculares.
O tecido muscular que nos interessa conhecer é o Tecido músculo Estriado

Se compõe por agrupamentos de células de forma cilíndrica, que têm entre 10 e 60 micrômetros de diâmetro, mas até 30 cm de comprimento, podendo atingir todo o comprimento do músculo. Estas células, dadas as suas dimensões, têm múltiplos núcleos periféricos, e um citoplasma (denominado sarcoplasma) quase totalmente preenchido por estruturas filamentares designadas miofibrilhas. As miofibrilhas compõe-se alternadamente por filamentos proteicos de maior e menor espessura que conferem o aspecto estriado ao músculo. Estes filamentos estabelecem ligações entre si, na presença de ATP, deslizando uns sobre os outros e encurtando a miofibrilha. Dada a organização das miofibrilhas, paralelas umas às outras e ao longo de toda a célula muscular, o comprimento total da célula diminui no momento da contração.
Para que a contração se possa dar, é necessário um estímulo (geralmente um impulso eléctrico nervoso) que se transmite a toda a célula muscular através da sua membrana (sarcolema). A contração de cada fibra dá-se de forma completa, segundo o que se designa pela “lei do tudo ou nada”: as fibras só se contraem se receberem um estímulo de intensidade suficiente (superior ao seu limiar de excitação) e, nesse caso, produzem uma contração máxima. Se o estímulo for inferior ao necessário, designa-se “subliminar” e não produz contração. Da mesma forma, se o estímulo for duas vezes mais intenso do que o limiar de excitação, não produz uma contração mais potente do que um estímulo que corresponda ao mesmo limiar.
Assim, a regulação da intensidade da contracção muscular fica a dever-se à acção concertada de grupos de fibras e não à contracção “controlada” de cada uma. As fibras encontram-se ligadas a terminações nervosas (placa neuro-motora e junção neuro-muscular) que derivam dos nervos motores. Cada fibra nervosa liga-se (em média) a cerca de 150 fibras musculares que actuam em conjunto (unidade motora: UM). Cada UM tem o seu limiar de excitação, o que leva a que, dependendo da intensidade do estímulo, maior ou menor número de uns se contrai, produzindo-se uma contração muscular mais ou menos potente. Os músculos que controlam atividades de grande precisão (motricidade fina) têm uns com menor número de fibras (3-6), conseguindo assim adequar melhor a potência da sua contração. Os músculos responsáveis por movimentos mais grosseiros chegam a ter uns com mais de 1500 fibras musculares.
As células musculares também se especializam de certa forma, tendo características diferentes, de acordo com o trabalho que produzem. Assim, existem vários tipos de fibras musculares esqueléticas, agrupadas consoante o tipo de metabolismo predominante no seu interior e o tipo de movimento a que estão associadas:

-Fibras Tipo I (Slow-twitch: ST)

– Fibras “lentas”, por vezes designadas “vermelhas”. São as fibras de maior resistência, com um limiar de excitação mais baixo e com a capacidade de manter a contracção durante maiores períodos de tempo. Esta capacidade surge de um mecanismo aeróbio mais desenvolvido, com maior número de mitocôndrias, maior conteúdo de mioglobina e maior densidade capilar, que permite uma melhor utilização do Oxigénio no metabolismo.

-Fibras Tipo II (Fast-twitch: FT)

– Fibras “rápidas”, também designadas “brancas”. São fibras onde predomina a actividade glicolítica anaeróbia, com menor número de mitocôndrias, maior concentração de glicogénio e das enzimas associadas à glicólise. Estas fibras produzem contracções mais potentes e rápidas, mas não conseguem manter a sua capacidade contráctil por períodos tão longos como as fibras tipo I.
As fibras Tipo II ainda se subdividem em “IIa” e “IIb”, tendo as primeiras uma capacidade adaptativa maior e características mais próximas do tipo I do que as segundas, que são fibras “puramente” rápidas e com capacidades metabólicas quase exclusivamente anaeróbias.
Esta classificação está longe de ser completa, existindo autores que subdividem os tipos de fibras musculares num maior número de grupos. A classificação das fibras musculares ainda é um tema em aberto, dado o estudo ainda em curso dos mecanismos de contração e características celulares. A teoria da contração muscular que apresentamos é a mais fundamentada, embora ainda existam alguns pormenores que estão por descobrir e/ou confirmar.

Anatomia do Músculo Esquelético

musculo

Cada fibra muscular (no músculo esquelético) é envolvida por uma membrana de tecido conjuntivo que se encontra à volta do sarcolema, designada endomísio. As fibras encontram-se agrupadas em feixes, que são envolvidos por uma nova membrana: o perimísio. Os vários feixes que constituem o músculo são por sua vez envolvidos pelo Epimísio.
Os músculos ligam-se aos ossos por intermédio de tendões, que não são mais do que os seus prolongamentos fibrosos, extremamente resistentes. A ligação do músculo a dois ossos diferentes, unidos por uma articulação, possibilita o seu movimento, na medida do encurtamento muscular.
Para além da contratilidade, os músculos esqueléticos têm outras características importantes, que condicionam os nossos movimentos: o músculo apresenta uma certa viscosidade que, a par com a sua elasticidade lhe condicionam o seu alongamento. Sabe-se que esta viscosidade diminui com o aumento da temperatura, o que resulta num aumento de elasticidade e da capacidade de deslizamento das fibras umas sobre as outras, permitindo movimentos mais rápidos e mais amplos sem lesão. Esta característica é o que explica a importância do “Aquecimento” a nível muscular local.

A produção do Movimento

movimento

Sem abordar a anatomia de todo o aparelho muscular (o que pode ser feito em livros da especialidade), basta-nos perceber os mecanismos de funcionamento conjunto dos músculos, no sentido de produzir o movimento que pretendemos.
Ao(s) músculo(s) que contraímos para provocar o movimento de um certo segmento corporal, chamamos Agonista(s). Aos músculos opositores a esse, que têm de se relaxar para permitir o movimento, chamamos antagonistas. A relação entre agonistas e antagonistas nem sempre é muito “linear”, pois os antagonistas são normalmente utilizados como mecanismos de controle, contribuindo também para que o resultado final seja exatamente o pretendido.
Para além de Agonistas e Antagonistas “puros”, existem ainda músculos que podem funcionar como estabilizadores de um determinado movimento (por exemplo: os músculos posturais na manutenção do equilíbrio).
Os mecanismos de produção e controle das “ordens motoras” serão abordados noutra postagem.


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