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quinta-feira, 21 de abril de 2016

HOMEOPATIA X SAÚDE


O que é ?

A homeopatia é um sistema medicinal alternativo que contempla a totalidade do ser humano em detrimento de doenças isoladas. Ela atua por meio de estímulos energéticos desencadeados por medicamentos homeopáticos com o intuito de reequilibrar a energia vital dos pacientes.

A homeopatia é orientada por quatro princípios: lei dos semelhantes, experimentação na pessoa sadia, doses infinitesimais e medicamento único.

O princípio da lei dos semelhantes estabelece que uma doença específica pode ser curada pela substância capaz de reproduzir os mesmos sintomas da doença. Ou seja: o que causa mal a alguém “saudável” pode curar alguém doente. Se um veneno produz efeitos como vômitos em uma pessoa, a versão homeopática (diluída) desse mesmo veneno poderá tratar pacientes com problemas de vômitos recorrentes, e assim por diante.

A experimentação na pessoa sadia dita que os testes de medicamentos homeopáticos devem ser realizados em pessoas – nunca animais – saudáveis. Dessa maneira, é possível avaliar os efeitos objetivos e subjetivos no grupo de experimentadores (como são chamados) e encontrar, em termos gerais, o “veneno que em doses homeopáticas cura”.

As chamadas doses infinitesimais consistem na diluição drástica de um medicamento e agitação (dinamização) para “despertar” propriedades latentes. Esse princípio causa controvérsias, porque, de acordo com muitos médicos, desafia qualquer lei da física ou bioquímica conhecida: de tão diluído o remédio, é possível que não haja nenhuma molécula mensurável do princípio ativo original. Alguns experimentos, no entanto, indicam que fenômenos ainda incompreendidos da física quântica poderiam explicar a eficácia dos medicamentos homeopáticos.

O princípio do medicamento único, que suscita debate mesmo entre especialistas em homeopatia, firma que a intervenção deverá ser realizada por vez: o paciente deverá tomar o medicamento que contenha o maior número de estímulos para os sintomas que o paciente apresenta. Apenas dessa forma o médico conseguirá avaliar a eficiência da terapia de forma precisa.

Para que serve ?

De acordo com a homeopatia, o indivíduo não tem apenas uma doença: ele carrega um desequilíbrio que se manifesta de diferentes formas ao longo da vida. Por esse motivo, a função do médico homeopata é restaurar o organismo aos estágios que precedem a vida, no caminho da cura. É considerada, portanto, um tratamento preventivo e curativo.

Empregando mais de 2000 remédios diferentes extraídos de substâncias vegetais, animais e minerais, a homeopatia se propõe a estimular o sistema imunológico e restaurar o equilíbrio energético do paciente com base nos sintomas e tratar qualquer doença, embora nem todos os indivíduos se beneficiem integralmente com a terapia.

A homeopatia é frequentemente indicada para problemas do trato gastrointestinal, ginecológicos, dermatológicos, respiratórios e falta ou expressão exagerada de “resistência” (infecções virais e bacterinas frequentes e doenças alérgicas). Além disso, pode buscar a cura para problemas emocionais como a depressão. Contudo, pacientes que sofrem de distúrbios graves como diabetes ou câncer não devem substituir a terapia convencional – ainda considerada “soberana” em todo o mundo - por remédios homeopáticos, exceto com o consentimento do endocrinologista ou especialista responsável.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a sua prática como medicina alternativa e complementar. No Brasil, foi reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina em 1980 e é utilizada pelo Sistema Único de Saúde desde 2006.

DOR NOCICEPTORA X DOR MISTA X DOR NEUROPÁTICA



A ACUPUNTURA É EFICAZ NO TRATAMENTO DE DORES CRÔNICAS

"Uma análise de 29 estudos clínicos feita por cientistas da Memorial Sloan-Kettering Cancer Center (EUA), mostrou que a acupuntura é melhor que o uso de placebo para o tratamento de alguns tipos de dor crônica, como a lombalgia e a cefaleia. Os resultados foram divulgados essa semana na revista Archives of Internal Medicine. 

Os pesquisadores utilizaram informações de estudos clínicos feitos com um total de 17.992 pacientes dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Espanha e Suécia. A acupuntura se mostrou superior no tratamento da dor crônica tanto em relação ao grupo que não recebeu nenhuma terapia quanto ao que recebeu acupuntura simulada, quando as agulhas são introduzidas na pele, mas fora dos pontos específicos. Também foram usadas nos estudos analisados agulhas retráteis (que não ultrapassam a pele dos pacientes), acupuntura a laser e nenhum tratamento. 

Os pacientes deram "notas" de zero a dez para o grau de dor que sentiram ao final de cada sessão. Segundo os estudiosos, os pacientes que receberam acupuntura apresentaram menor dor nos casos crônicos de lombalgia, osteoartrite e cefaleia que os pacientes tratados com acupuntura simulada e outros tratamentos placebos. 

A técnica criada há pelo menos 2.500 anos pelos chineses era posta em dúvida até hoje porque, em muitos estudos, apresentava resultados não suficientemente melhores que o tratamento placebo. De acordo com os autores, os dados dessa análise com pacientes em testes clínicos de alta qualidade fornecem as mais robustas evidências de que a acupuntura é uma boa opção para pacientes com dor crônica."
Fonte: www.minhavida.com.br

FIBROMIALGIA x ACUPUNTURA X EXERCÍCIOS FÍSICOS


A Fibromialgia caracteriza-se por ser uma síndrome dolorosa crônica, apresentando dores em diferentes pontos, e distúrbios do sono entre vários outros sintomas.

Ocorre em cerca de nove mulheres para cada homem em idades variadas. Caracterizada, principalmente, por uma dor difusa, referida no sistema músculo-esquelético, acompanhada por fadiga, distúrbios do sono e pontos dolorosos pré-determinados.

É considerada uma síndrome porque é identificada mais pelo número de sintomas do que por uma má função específica. Não necessariamente apresentará todos os sintomas, mas outros podem estar presentes, como parestesia, disminorréia, cefaléia, artralgia, rigidez matinal, ansiedade e depressão.

Incidência

Estima-se que a fibromialgia seja a terceira maior causa que levaria um indivíduo a procurar um reumatologista (Rosa Filho, 2004), sendo vista como uma das queixas reumáticas mais comuns, afetando 2% da população onde o predomínio é pelo sexo feminino cuja idade varia de 25 a 50 anos. É pouco relatada nos países em desenvolvimento ( Hirakui, 2004).

O que Causa a Fibromialgia

Alguns fatores isolados como traumas emocionais ou físicos, estresses como doenças, mudanças hormonais, etc., podem gerar dores ou fadiga generalizadas que não melhoram com o descanso e que caracterizam a Fibromialgia.

Outro fator importante é a falta de serotonina, que é produzida no nível delta do sono, constantemente interrompido na fibromialgia.

lguns pacientes são capazes de identificar fatores que agrava as dores, como quadros virais, traumas físicos (acidentes automobilístico), traumas psíquicos (problemas com filhos, divórcios e outros), mudanças climáticas (especialmente o frio e a umidade), sedentarismo e a ansiedade são os mais relatados. Porém, o único achado relevante ao exame físico é a presença dos pontos dolorosos ou "tender points".

Sintomas Clínicos

A alteração mais evidente é a dor generalizada, mas é possível identificar rigidez generalizada no corpo, pela manhã e edema nas mãos e nos pés onde também são notadas paresias, principalmente nas mãos. Cansaço extremo que se mantém durante quase todo o dia. Acredita-se que devido a este sintoma, os pacientes com Fibromialgia não tenham tolerância ao esforço físico, mas é importante ressaltar que mesmo que pareça um paradoxo, esses pacientes devem, de forma orientada, estar atentos à prática de exercícios físicos, para estimular serotonina.

Cefaléia tensional, sensibilidade ao frio, vertigem, dificuldade de concentração, secura de olhos e boca, taquicardia, tensão pré-menstrual, irritabilidade e distúrbio de humor são, também, observados (Hirakui, 2004).

Diagnóstico

O critério para o diagnóstico é puramente clínico. Embora pareça que o paciente esteja fisicamente normal, um exame mais detalhado e minucioso demonstra áreas bastante sensíveis ao toque. São pontos hipersensíveis sobre músculos e ligamentos.

Para que seja confirmada qualquer suspeita sobre fibromialgia, deve-se obedecer alguns critérios estabelecidos, como presença de dor disseminada por 3 meses ou mais.

A dor é disseminada quando apresentar:

-Dor no hemicorpo esquerdo e direito;
-Dor acima e abaixo do punho;
-Coluna cervical;
-Parede anterior do tórax;
-Coluna torácica;
-Coluna lombar.

Em conjunto com a dor disseminada, é preciso que o paciente sinta dor pelo menos em 11 dos 18 tender points, que são pontos palpáveis, hipersensíveis, espalhados por todo corpo:

-Região occipital: bilateralmente, nas inserções dos músculos;
-Coluna cervical inferior, nos espaços intertransversais, bilateralmente;
-Trapézio, bilateralmente, no ponto médio da borda superior;
-Supra-espinhoso, bilateralmente, nas origens e acima da espinha escapular e da borda medial da escápula;
-Segunda costela, bilateralmente, no 2º espaço intercostal e articulação condrocostal;
-Epicôndilo lateral: bilateralmente, 2 cm abaixo dos epicôndilos;
-Região glútea, bilateralmente, nos quadrantes superolaterais e abaixo do piriforme;
-Trocânter maior, bilateralmente, posterior à proeminência trocantérica;
-Joelho, bilateralmente nas interlinhas mediais e no local de inserção dos músculos da pata de ganso. (Hirakui, 2004).

Combinar sessões de acupuntura com exercícios específicos é a base do tratamento. A acupuntura, por meio do estímulo dos terminais nervosos, determina o aumento da produção de serotonina e endorfina no sistema nervoso central, que age como forte analgésico a partir de sua ação no sistema supressor da dor e ainda auxilia no controle emocional, agindo em seu efeito antidepressivo e anti-ansiolítico, possibilitando a regularização do sono e a diminuição da fadiga. Como em quase todas as doenças, é importante que o paciente promova significativas mudança em suas atitudes. Exigir-se demais, com perfeccionismo no dia a dia, só pode atrapalhar a recuperação. Sair do emprego ou reduzir atividades cotidianas é outra falha usual. Por outro lado, em casos mais graves é necessário o uso de medicamentos auxiliares ao tratamento.

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